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ERA UMA VEZ... 

Quero escrever um livro, mas não sei por onde começar

camilavmh
Sep 11
3 min read

Você tem uma ideia de história.


Talvez seja a sua. Talvez seja a história da sua família ou de alguém que marcou a sua vida. Pode ser também a história de uma empresa ou uma trajetória profissional cheia de experiências que você gostaria de compartilhar.


Você tem documentos, cartas, anotações, mensagens. Histórias a respeito que alguém contou. Ou talvez não tenha nada disso, mas sabe que ali existe algo que valeria muito compartilhar com outras pessoas.


Acima de tudo, existe uma vontade: quer transformar isso em um livro. Mas você não segue em frente com a ideia, porque fica confuso sobre o que deve fazer a partir daí.


Por onde começar? O que entra e o que fica de fora? É preciso contar tudo desde o início? Até onde essa história deve ir? Ela deveria ser uma biografia, um livro de memórias, uma autoficção? Precisa seguir uma ordem cronológica? Quantas páginas deveria ter?


É nesse momento que muita gente desiste.


Isso soa familiar?


Você não precisa ter claro que tipo de livro quer escrever


Existe uma ideia bastante comum de que procurar um ghostwriter é algo que só deve acontecer depois que o livro já está planejado. Como se fosse necessário chegar à primeira conversa dizendo: “Quero escrever uma biografia de 200 páginas, dividida em 15 capítulos, começando pela minha infância e terminando nos dias atuais”.


Pode acontecer assim, claro, mas não é um pré-requisito, porque parte do trabalho do ghostwriter é, justamente, ajudar o autor a descobrir qual é o livro que aquela história pode se tornar.


Imagine alguém que queira registrar a história da família. A princípio, a pessoa pensa em uma biografia familiar. Porém, durante a conversa, surgem outras possibilidades.


Pode haver um personagem cuja trajetória seja tão forte que faça sentido construir a narrativa ao redor dele. Talvez o mais interessante esteja na passagem da família por determinado período histórico. Talvez o autor não queira registrar fatos, datas e gerações, mas recuperar lembranças e afetos, ou partir de acontecimentos reais e permitir que a literatura preencha algumas lacunas.


São livros diferentes nascendo, potencialmente, da mesma história.


Uma das primeiras etapas do trabalho do ghostwriter é a escuta


É preciso entender não apenas o que o autor tem para contar, mas por que deseja contar essa história. Para quem é esse livro? Qual o objetivo? O que o autor gostaria que o leitor sentisse ou levasse consigo depois da última página? Há acontecimentos que necessariamente precisam estar ali? Outros que o autor prefere preservar? Qual é o coração dessa história?


As respostas ajudam a estabelecer as fronteiras do livro. Muitas vezes, quando o autor tem uma história inteira diante de si ou está envolvido com ela, perceber o que precisa ou não precisa ser contado torna-se um grande desafio.  


Encontrar o recorte faz parte da escrita


Uma trajetória de vida pode ser contada cronologicamente, da infância à maturidade, mas também pode começar por um episódio ocorrido em uma determinada idade e, a partir dele, viajar pelo passado. Pode concentrar-se em apenas dez anos. Pode ser organizada por temas, pessoas, lugares ou acontecimentos.


O mesmo vale para um livro profissional.


Uma pessoa pode ter 30 anos de experiência em determinada área e uma infinidade de conhecimentos para compartilhar, mas eles não precisam estar todos no mesmo volume. Muitas vezes, há uma questão central capaz de organizar todo esse conhecimento para transformá-lo em uma narrativa muito mais interessante para quem vai ler.


Ou seja: escolher o que contar, e o que não contar, faz parte da construção do livro.


Da conversa à estrutura


A primeira etapa do processo de ghostwriting, portanto, é dedicada a entender a história, as expectativas e os objetivos do autor. A partir daí, é feito o levantamento das informações e dos materiais disponíveis: entrevistas, documentos, fotografias, textos já escritos, registros históricos e tudo o mais que possa ajudar a compor aquele universo.


Com as informações reunidas, é feita a estruturação, ou seja, é quando o conjunto de lembranças, ideias e materiais começa a ganhar uma lógica narrativa. São definidos caminhos possíveis, recortes, capítulos, ordem dos acontecimentos, temas que merecem maior espaço e aqueles que podem entrar como apoio.


Só então o ghostwriter começa a redação daquela narrativa, preservando a voz, as intenções e a identidade de quem assina o livro.


E aí começa também uma outra história!


Você tem uma ideia, mas ainda não sabe que livro ela pode se tornar? Vamos conversar! Esse é o ponto de partida para que sua história encontre um caminho.

 

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Atualizado em agosto de 2026. 

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